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MC Soffia ganha mais de 10 mil seguidores após cantar na abertura da Olimpíada aos 12 anos: ‘Quero poder andar na rua’

2016 Rio Olympics - Opening ceremony Foto: IVAN ALVARADO / REUTERS
Ela virou destaque mundial ao ser a a artista mais jovem a se apresentar numa cerimônia olímpica. Com apenas 12 anos, MC Soffia teve a responsabilidade, ao lado da madrinha artística, Karol Conka, de inaugurar o show de abertura dos Jogos na última sexta-feira, no Maracanã, e colhe agora os louros da exposição. De lá para cá, seu número de seguidores no Instagram e no Facebook aumentou em mais de 10 mil. A imprensa internacional também destacou a performance das rappers que fizeram uma apresentação cheia de empoderamento feminino e culto à beleza negra.
“Espero que eu fique famosa, mas nem tanto, porque quero continuar levando uma vida normal, sair de casa, poder andar na rua, de skate e fazer tudo o que uma menina da minha idade faz”, comenta ela, que passou o fim de semana de lazer, em São Paulo.
Soffia e Karol Conka na cerimônia de abertura da Olimpíada Foto: IVAN ALVARADO / REUTERS
A vida da artista que começou a cantar aos 6 anos e estourou em 2015 após bombar com o clipe “Menina pretinha”, — uma letra dedicada a contestar paradigmas preconceituosos da sociedade (assista abaixo) — é dividida entre o estudo e brincadeiras. Shows, só nos fins de semana. Soffia se apresenta cerca de quatro vezes aos mês.
E dia de lazer é sagrado. Tanto que no sábado, após a apresentação na Olimpíada, a mãe e empresária Camila Pimentel, de 30 anos, recusou todos os pedidos de entrevistas para que a menina pudesse curtir o dia no Parque Ibirapuera, a cerca de 30 quilômetros da comunidade onde as duas vivem sozinhas, numa casa simples em Cohab Raposo Tavares, em São Paulo.
Jovem de 12 anos canta desde os 6 Foto: Instagram
Aluna do 6º ano de uma escola que também é uma ONG em Cotia, Soffia diz que a ficha de ter participado de um evento tão grandioso ainda não caiu. “Me senti muito nervosa na hora. Estava tremendo e fiquei com muito medo, mas agora estou aliviada”, diz.

O convite para participar da cerimônia veio em janeiro e foi guardado a sete chaves. Sem gravadora, ela, que já sofreu preconceito na escola por ter um cabelo crespo, quer aproveitar o momento e lançar uma nova música e videoclipe, e seguir combatendo o racismo e questionando padrões. “Espero que todas as meninas comecem a se aceitar”.

Soffia e Karol Conká fizeram o show de abertura dos Jogos Olímpicos






  •      Com informações do DN


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